Fantasmas, trincheiras e arma na mão

Trincheira e arma na mãoO presidente da CUT, Vagner Freitas, declarou que devemos “nesse momento ir para as ruas entrincheirados com arma na mão se tentarem derrubar a presidenta Dilma Rousseff”.

Estranho que o presidente da CUT jamais convocou os trabalhadores para se entrincheirarem com armas na mão contra o PPE, programa que reduz carga horária com redução de salários; contra as MP’s 664/665, que retiram direitos como seguro desemprego; contra o PL 4330, da Terceirização; e pelo fim do Ajuste Fiscal e cortes de verbas públicas, feitos por Dilma.

Parecem vozes do além. Se de fato, para a maior parte da classe dominante estivesse na ordem do dia um impeachment ou um golpe (posição da minoria raivosa), não restam dúvidas que a classe trabalhadora reagiria com toda sua fúria e força. Mas não é essa a conjuntura.

A direção da CUT agita o fantasma do golpe para tentar blindar o governo e reagrupar sua base social (descontente). E esconde por debaixo do manto do fantasma os ataques que o governo faz contra a classe.

Os golpistas são os lixos da história e são minorias, hoje, dentro de sua própria classe de elite.

Já pensou se toda essa “disposição de luta” fosse para romper com a política econômica do governo e organizar os trabalhadores em defesa dos direitos? Pela esquerda, com greve geral contra o ajuste fiscal. Sem fantasmas e com trincheiras.

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